Os nomes pátrios ou gentílicos designam os indivíduos de acordo com o seu local de nascimento ou de residência (países, estados, continentes, regiões, províncias, cidades, aldeias, vilas e povoados).
Há variadíssimas maneiras de os constituir. Recorre-se à utilização de uma grande diversidade de sufixos (1) e, frequentes vezes, aos nomes antigos das respectivas localidades (2).
Não se pode estabelecer uma regra única e rígida, porque o uso e a tradição impõem os seus direitos, forçando até o emprego de vocábulos sem nenhuma parecença com a denominação das terras ou lugares.
1
- Sufixo «ano» — Ex.: africano, de África; alentejano, do Alentejo; mexicano, do México; açoriano, dos Açores;etc.
- Sufixo «eno» — Ex.: chileno, do Chile; madrileno, de Madrid; nazareno, da Nazaré; romeno, da Roménia; etc.
- Sufixo «ense» — Ex.: alcobacense, de Alcobaça; almeiriense, de Almeirim; estremocense, de Estremoz; montemorense, de Montemor; etc.
- Sufixo «ês» — albanês, da Albânia; chinês, da China; português, de Portugal; etc.
- Sufixo «ino» — Ex.: argelino, de Argel; argentino, da Argentina; abrantino, de Abrantes; marroquino, de Marrocos; etc.
- Sufixo «io» — Ex.: algarvio, do Algarve; etc.
2
- Braga – antigo nome – Bracara Augusta – bracarense.
- Castelo Branco – antigo nome – Albi Castro – albicastrense.
- Chaves – antigo nome – Aquae Flaviae – flaviense.
- Guimarães – antigo nome -Vimaranes – vimaranense.